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ONCOLOGIA GINECOLÓGICA...

Com o aumento da expectativa de vida verificado na população brasileira, observa-se aumento na incidência de doenças crônico- degenerativas, entre elas o câncer de mama, corpo uterino, colo uterino, ovário, vagina e vulva.
Estima-se que cerca de 30% de todas as formas de câncer podem ser evitadas através de programas de prevenção (Haward Report on Cancer Prevention, 1996).
Tratam-se de doenças relacionadas, em parte, ao estilo de vida e hábitos das pacientes. O sedentarismo, tabagismo e uso de hormônios podem estar relacionados ao câncer de mama, endométrio e colo uterino (Organização Mundial da Saúde, 1997).
Metade das pacientes com câncer pertencentes aos países desenvolvidos são curadas, enquanto que nos países em desenvolvimentos este número não chega a 30%. Isto se deve à falta de programas de prevenção e diagnóstico precoce.

O câncer de mama é geralmente referido pelas pacientes como presença de nódulo em mamas, na maioria das vezes não doloroso, de crescimento que pode ser rápido ou lento, fato este que interfere no seu prognóstico. Tal alteração faz com que estas rapidamente procurem um mastologista para esclarecimentos e elucidação diagnóstica. Trata-se de causa de morte importante em mulheres entre 35 e 54 anos (nos países desenvolvidos), sendo apenas superada pelas moléstias cardiovasculares nas idades superiores a 54 anos.

Em pacientes com câncer de ovário, a queixa mais comum que motiva as mesmas a procurarem o médico é o aumento inexplicável do volume abdominal ( fato este que já traduz alteração ovariana considerável). Afetam mulheres na menopausa ou próximo a ela, geralmente com maior nível sócio econômico. Juntamente com câncer de mama e de corpo uterino (endométrio), é a neoplasia de esfera ginecológica que apresenta maior risco quando há parentes próximos envolvidos.

O câncer de endométrio (tecido de revestimento interno do útero) se manifesta geralmente em mulheres na pós-menopausa, que manifestam sangramento vaginal proveniente do corpo uterino.
Trata-se de tumor genital maligno freqüente em mulheres de países desenvolvidos. É mais comum em obesas, diabéticas, hipertensas e em pacientes de baixa paridade.

Mulheres com câncer de colo uterino podem apresentar sangramento vaginal proveniente do mesmo, percebido após o ato sexual e associado a mal cheiro.
Relacionam-se a mulheres com início de atividade sexual precoce, ao número de parceiros sexuais, ao tabagismo, a carências nutricionais, a imunossupressão e infecção pelo vírus HPV.
Estes fatores são mais prevalentes em mulheres de nível sócio-econômico mais baixo.


O câncer de vulva representa 1 a 5% dos tumores malignos ginelógicos. Os principais fatores de risco são semelhantes aos apresentados no câncer de colo uterino. Trata-se de lesão vulvar externa e facilmente visível, podendo ser enegrecida e sobrelevada, geralmente associada a prurido vulvar e acometendo pacientes idosas.

Por todas as breves colocações acima expostas, é de fundamental importância que a mulher procure regularmente o ginecologista, para que possa ser pelo mesmo examinada e orientada quanto a realização de colposcopia e coleta de papanicolau, realização de mamografia, ultrassom pélvico e transvaginal; além de exames de maior profundidade, quando se fizer necessário.

O CÂNCER É UMA DOENÇA QUE, SE DIAGNOSTICADA PRECOCEMENTE, TEM CURA.







 
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